Notícias

Presbiopia. Sabe o que é?

2019-03-13

A Presbiopia é o termo utilizado para a perda de capacidade natural de leitura pelo evoluir da idade e surge depois dos 40 anos de idade.

O problema resolve-se facilmente com óculos de correção, mais dificilmente com lentes de contacto bifocais e para quem não quiser utilizar óculos poderá haver a possibilidade de uma simples correção cirúrgica.

O que deve ter em conta sobre a Presbiopia?

É importante que se perceba que a Presbiopia é o fenómeno natural que ocorre em todas as pessoas entre os 40 e 50 anos. Não é uma doença e é sinal que estamos por cá.

No caso de pessoas que já usam óculos, estes terão que ser adaptados ao longe, intermédio e perto (progressivos). Nos míopes é provável que mantenham uma visão boa ao perto embora ao longe necessitem de manter a correção de óculos.

Se está satisfeito com a utilização de óculos então o melhor é continuar a utilizá-los pois a qualquer momento poderá sempre optar por cirurgia.

Se detesta óculos ou quer sentir-se mais livre vendo relativamente bem sem qualquer correção, então a cirurgia poderá ser uma hipótese a considerar.

Relembramos que, ao contrário do que por vezes se ouve falar de que se pode ficar com uma visão dos 18 anos, a realidade não permite voltar atrás e o que qualquer cirurgião pode com honestidade oferecer é uma visão relativamente boa e adequada aos 50 ou 60 mas sem os tais óculos que embaraçam...

O que considerar sobre a Presbiopia?

Em primeiro lugar importa saber, mediante um exame rigoroso e uma conversa franca com o oftalmologista, se é um bom candidato para cirurgia, isto é, se a cirurgia poderá obter o grau de visão que necessita para as suas atividades do quotidiano.

Aqui nesta clínica, só oferecemos esta possibilidade cirúrgica se verificarmos com um grau elevado de certeza que a cirurgia é adequada e o paciente ficará satisfeito com o resultado obtido.

Caso não hajam contra-indicações então poderemos pensar na cirurgia que normalmente demora cerca de 10 minutos, é feita com anestesia tópica (gotas apenas), o paciente vai logo embora e no dia seguinte poderá conduzir o seu carro e assumir a maioria das tarefas.

No fundo o que é oferecido é a troca do cristalino natural do olho (peça de focagem que perdeu elasticidade) por uma lente interna progressiva que permita dar uma visão equilibrada para longe, perto e intermédia. A possibilidade de complicações cirúrgicas existe como em todas as cirurgias mas a sua ocorrência é muita rara sendo que pode ser resolvida satisfatoriamente em praticamente todos os casos. Mas é algo que será conversado em profundidade com o médico que lhe explicará os riscos potenciais e a qualidade de visão que poderá obter.

A ter em conta…

"Fui ao doutor X que me disse que ia colocar umas lentes e eu passarei a ver como quando tinha 18 anos", expressão muitas vezes utilizada e que no fim não vai corresponder às expectativas criadas!

A cirurgia, quando possível, dará uma boa visão, havendo uma troca de lentes (a nossa natural por uma artificial que fica no olho o resto da vida salvo em casos especiais em que poderemos colocar uma lente temporária sem remoção da nossa própria lente por uns 10 a 15 anos), sendo que a cirurgia deve ser sempre feita a um olho primeiro e logo depois - estando tudo bem - o segundo para potenciar a visão com os dois olhos operados e a focar da mesma forma.

Hoje em dia as pessoas consideram cada vez mais esta possibilidade de "arrumar" com os óculos de forma definitiva mas reforço ser essencial fazerem-se exames simples mas rigorosos e uma discussão objetiva com o médico de modo a que se perceba se irá no fim ficar satisfeito com a decisão tomada.

Todas as semanas faço este tipo de cirurgias mas tento sempre que os pacientes compreendam bem o tipo de resultados antes da cirurgia para ficarmos ambos muito satisfeitos. 

Miguel Sousa Neves

VOLTAR

NEWSLETTER
Siga-nos
facebook vimeo

© 2015. Todos os direitos reservados.
Design e desenvolvimento: LinkAge