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Não precisar de óculos representa qualidade de vida

2008-04-09 23:10:17

É óbvio que pode haver uma componente estética no facto de uma pessoa não desejar o uso de óculos ou de lentes de contacto, mas aí a questão, normalmente, coloca-se em jovens ou adolescentes. A partir da idade adulta, as questões estéticas, no que respeita a óculos ou lentes de contacto, são muito menores. Sem sombra de dúvida que as pessoas optam pela cirurgia por uma questão de qualidade de vida”.

Em 2006, quantas pessoas em Portugal, e particularmente na sua clínica, foram submetidas a esta cirurgia?

“Presumo que em Portugal talvez umas 2000, um número que tem vindo a crescer. Comparando com a cirurgia mais comum: a das cataratas, em que se operam alguns milhares de pessoas por ano, só nós, pessoalmente,

chegamos a cerca de 700/ano. Mas na cirurgia da técnica Lasik penso que, provavelmente, o número de pessoas vai triplicar ou quadruplicar rapidamente”.

Qual a origem dos problemas refractivos (miopia/hipermetropia/astigmatismo)? São herdados geneticamente, adquirem-se com determinados padrões de vida ou podem ser provocados à nascença por dificuldades

relacionadas com o parto?

“São problemas aos quais uma pessoa está condicionada pela via genética. Há famílias que têm miopias e os filhos poderão não vir a ter. É algo cujo trajecto de vida não vai provocar alterações relevantes. A ideia de que estudar muito, ler demasiado ou ver televisão muito perto do aparelho pode ter alguma influência na evolução das miopias, astigmatismos ou hipermetropias não é correcta. Há um factor

genético e nós sabemos que a pessoa a partir do momento que nasce está condicionada. Embora as miopias possam aparecer muito mais tarde, em termos de factores externos pouco há a fazer para que elas não progridam”.

São doenças das sociedades modernas?

“Eu diria que são doenças de sempre e antigamente até se comentava que as pessoas possuidoras de miopia era muito mais introvertidas. Isso tinha alguma lógica, porque há 200 ou 300 anos os míopes viam mal ao longe e, portanto, não tinham um acessório que pudesse colocá-los a ver melhor e, logo, o seu mundo circunscrevia-se a um, dois, três metros. Era pessoas muito mais viradas para si, daí a ideia de que a miopia estava relacionada com a introversão. Essas doenças sempre existiram, mas agora podemos tratá-las sem qualquer problema. Hoje temos técnicas muito mais evoluídas que nos permitem tratar muito mais precocemente certas doenças ou problemas que no passado condicionavam a vida das pessoas”.

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