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Ergoftalmologia estuda consequências das condições ambientais no local de trabalho na visão dos trabalhadores

2018-01-08

Esta nova problemática levou à investigação de uma nova Ciência - a Ergoftalmologia. Este conceito procura uma nova área de estudo e atenção: a visão do trabalhador e as consequências de um longo tempo de exposição da visão do mesmo em frente ao ecrã. Estuda assim as condições ambientais que permitem à pessoa desempenhar as suas tarefas diárias com o mínimo de esforço e desconforto para os seus olhos, prevenindo doenças oculares, e fazendo com que a função visual seja utilizada com maior
eficiência.

Ou seja, “estuda a relação entre os factores externos, como humidade relativa do ar, ventilação, temperatura e iluminação, com a visão e estabelece procedimentos e padrões a serem seguidos para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Permite também um maior entendimento sobre as queixas dos utentes que não apresentam correlação clínica, mas que têm na sua génese o ambiente de trabalho”, como explica o Manual de Ergoftalmologia, do Grupo Português de Ergoftalmologia da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia 2016.

Assim, e segundo o mesmo Manual, que alerta para a importância de se manterem níveis elevados de pestanejo para produzir níveis de filme lacrimal suficientes, esta ciência avalia “a situação geral do trabalho, uma vez que existe um grande número de fatores que podem ocasionar distúrbios oculares e visuais em utilizadores de ecrãs”.
É certo e sabido que o uso frequente de ecrãs influencia muito a frequência do pestanejo, conduzindo ao aumento de problemas visuais, sobretudo fadiga ocular, cansaço visual, ardor ocular, lacrimejo e sensação de corpo estranho. Normalmente, o ser humano deve pestanejar 16 a 20 vezes por minuto, mas com a forte utilização de computadores e outros ecrãs, esse número é muito mais reduzido, passando em média para 6 a 8 vezes, “devido ao desempenho de uma tarefa visual com o computador”.

Segundo o Manual de Ergoftalmologia, “a frequência do pestanejo depende do tipo e dificuldade da tarefa e do grau de atenção e fadiga”. “A frequência espontânea do pestanejo possui um papel preponderante na manutenção da integridade da superfície ocular, pois contribui para a manutenção da humidade da superfície ocular, o que favorece a drenagem das lágrimas e a excreção de lípidos”, reforça o documento do Grupo Português de Ergoftalmologia. Sublinha-se ainda que atualmente os escritórios dispõem de um baixo nível de humidade, uma vez que têm ar condicionado ligado, o que contribui para o desenvolvimento de sintomas de olho seco nos utilizadores de computador.

Assim, as pessoas devem adotar comportamentos como o aumento do número de pestanejos para evitar a secura ocular; a utilização de lubrificantes oculares, sob supervisão médica, 3 a 4 vezes ao dia, para manter o filme lacrimal estável; ter um copo de água na mesa do trabalho para ajudar a humedecer o ar em redor prevenindo a secura ocular e promovendo a hidratação do corpo. O objetivo da Ergoftalmologia passa então pela prevenção e administração de desconforto e doenças oculares em relação ao trabalho, visando máxima eficácia com máxima eficiência da função visual. Esta é uma doença uma patologia ainda pouco conhecida mas que já afeta muitas
pessoas. O objetivo agora passa por sensibilizar a população que estes casos são cada vez mais frequentes.

Fontes de informação:
https://www.tsf.pt/sociedade/saude/interior/sabe-o- que-e- a-ergoftalmologia-8969314.html
http://www.spoftalmologia.pt/wp-content/uploads/2016/12/MANUAL- DE-ERGOFTALMOLOGIA.pdf
http://www.portaldosolhos.com.br/category/ergoftalmologia/#

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