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Apontamentos sobre o congresso de cirurgia refractiva, catarata e retina

2010-09-09 20:57:52



1.    O Dr. Sousa Neves deu especial atenção às correcções do astigmatismo durante as cirurgias de catarata para tentar diminuir ainda mais a dependência que as pessoas têm dos óculos. Existem vários métodos de diminuir o astigmatismo durante a cirurgia de catarata e o Dr. Sousa Neves teve a oportunidade de comparar o método que vem utilizando nos últimos anos, com o que fazem colegas de outros países. Na cirurgia de catarata faz-se a remoção parcial do cristalino (peça natural do olho) e a sua substituição por uma lente intra-ocular que permanecerá dentro do olho de forma permanente.Em caso de astigmatismo elevado, a lente intra-ocular poderá ter características especiais que permitem uma redução automática do astigmatismo. Noutros casos é possível fazer a incisão para a cirurgia no eixo do astigmatismo a tratar sendo que a incisão, só por si, já diminui um pouco esse problema refractivo. Também se podem efectuar incisões na periferia da córnea (incisões límbicas relaxantes) que reduzem até cerca de 2 dioptrias de astigmatismo. É importante ter presente que o objectivo é minimizar a utilização de óculos e não eliminar em definitivo. Em casos especiais, a colocação de uma lente intra-ocular multifocal como a RESTOR poderá também diminuir ou eliminar a utilização de óculos.

2.    Quanto à prevenção de infecções durante a cirurgia de catarata, não houve novidades e o Dr. Sousa Neves irá manter o seu protocolo rigoroso de prevenção de endoftalmites que inclui, entre outras medidas, a utilização de Betadine diluída no saco conjuntival e área palpebral antes da cirurgia, a injecção intracamerular de cefuroxina diluída no fim da cirurgia e a instilação precoce e repetida de gotas de antibiótico logo após a cirurgia. Todas estas medidas estão de acordo com as linhas de orientação da maior parte das sociedades e instituições de oftalmologia.


3.    Com a crescente utilização de lentes fáquicas (lentes que se colocam dentro do olho sem que alterem de forma significativa a estrutura do olho) para a correcção da miopia/astigmatismo/hipermetropia foram apresentados novos modelos de lentes, com destaque para a lente ICL tórica de potências mais elevadas. Também foram apresentados trabalhos destinados a optimizar os cálculos pré-operatórios neste tipo de cirurgia a fim de se evitarem problemas pós-cirúrgicos que se corrigem mas que são sempre inconvenientes para o paciente e para o médico.


4.    No que concerne à utilização de injecções intravítreo de produtos que pretendem melhorar o tratamento de doenças oculares potencialmente grave como a retinopatia diabética e oclusões venosas retinianas (tromboses oculares), foram reforçadas as suas indicações de utilização, o que deixa o Dr. Sousa Neves extremamente satisfeito pois que utiliza tais produtos, há vários anos, sempre com a autorização prévia do INFARMED (entidade nacional que regula a utilização deste tipo de medicamentos).


5.    Por fim, e no que diz respeito a tratamento laser (LASIK e PRK) para miopia/astigamtismo/hipermetropia não houve novidades relevantes para além de um maior conhecimento das tecnologias existentes.     

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